14/10/2026
Uma pesquisa do Sebrae mostra que está diminuindo o número de pequenos negócios abertos por necessidade. A mudança foi mais intensa entre os microempreendedores individuais (MEI), cujo índice caiu 11 pontos percentuais em dois anos, de 56% em 2024 para 45% neste ano.
O mesmo movimento apareceu entre as microempresas (ME), com queda de 26% para 24%, e entre as empresas de pequeno porte (EPP), de 26% para 23%, no período. Os dados vêm da pesquisa Perfil do MEI e da MPE, feita pelo Sebrae com mais de 14 mil entrevistados em todas as regiões do país.
“É um indicativo econômico muito importante quando há redução do empreendedorismo por necessidade. Isso significa que mais pessoas estão abrindo uma empresa não pela dificuldade em gerar renda, mas para transformar talentos em negócio, realizar sonhos e melhorar a qualidade de vida. Isso comprova o espírito empreendedor brasileiro e mostra o quanto é importante que sejam criadas políticas públicas que incentivem o empreendedorismo”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.
De acordo com o levantamento, os MEI dependem mais do próprio negócio como única fonte de renda do que os donos de micro e pequenas empresas. Entre os microempreendedores individuais ouvidos, 71% não têm outra alternativa de renda além da atividade na empresa, cinco pontos percentuais a menos que na pesquisa anterior, de 2024.
Entre as microempresas, 68% dos empresários afirmam não ter outra fonte de renda além da gerada pelo próprio negócio, enquanto nas empresas de pequeno porte o índice é de 67%. O emprego formal é a principal fonte complementar de recursos dos MEI, citado por 12% dos empreendedores, cinco pontos percentuais a mais que em 2024.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae
Seg - Sex | 08:00 - 18:30